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Igreja e Sociedade

Propomos reunir aqui textos que descrevem/analizam o desenvolvimento de um pensamento social na igreja evangélica brasileira, desde a primeira metade do seculo XX ate as iniciativas mais recentes. Acreditamos ser de suma importância um conhecimento básico do que já se fez ou se tentou fazer no contexto brasileiro e um dialogo com essas iniciativas. Nas nossas lutas como cristaos evangelicos brasileiros em prol da justica, não precisamos recomeçar do zero. Ha um legado importante a informar a nossa caminhada.



Convênio entre EPJ e GEMRIP PDF Imprimir E-mail
Ter, 28 de Fevereiro de 2012 22:56


O Grupo de Estudios Multidisciplinarios sobre Religión e Incidencia Pública (GEMRIP - www.gemrip.com.ar) é um espaço de diálogo, educação e pesquisa que tem por objetivo analisar as circunstâncias e problemáticas que apresentam as esferas pública e política contemporâneas nas suas relações com os diversos fenômenos religiosos atuais, com uma ênfase no cristianismo.

O convênio entre o EPJ e o Grupo de Estudios Multidisciplinarios sobre Religión e Incidencia Pública tem por objetivo trabalhar conjuntamente com a sensibilização e conscientização pública sobre diversas problemáticas (sociais, políticas, econômicas, ambientais) que afligem nosso continente. Assim, trabalharemos de forma colaborativa na difusão de notícias, na elaboração de comunicados públicos sobre problemáticas que requerem posicionamentos e atenção urgentes, construindo uma rede com diversas organizações e movimentos sociais para viabilizar seu trabalho e problemáticas de seus contextos, e criando espaços - sejam publicações, eventos ou cursos - que promovam a justiça social sobre a base de uma leitura pertinente das necessidades de nosso contexto.

Este convênio abre uma grande porta para dar visibilidade ao compromisso de muitas pessoas e organizações no mundo evangélico/protestante com as problemáticas de nosso contexto. Esperamos assim sensibilizar comunidades religiosas sobre a necessidade de sermos agentes de mudanças e promotores da justiça.

 

 

Grupo de Estudios Multidisciplinarios sobre Religión e Incidencia Pública (GEMRIP)

Última atualização em Ter, 28 de Fevereiro de 2012 23:47
 
O QUE É CAPITALISMO? PDF Imprimir E-mail
Dom, 13 de Junho de 2010 18:32

Uma conversa necessária

Por Jorge Pinheiro

 

Caros colegas. Vamos começar essas reflexões sobre o capitalismo lembrando que ele tem defensores. Claro está que em relação ao feudalismo, modo de produção que caracterizou a Idade Média, ele significou um passo a frente. Mas, hoje, muita gente que defende o capitalismo, na verdade, não entende o que ele significa, já que é um sistema opaco e sua natureza exploradora não fica evidente.

 

Outros defendem o capitalismo porque são seus beneficiários e ganham dinheiro graças a ele. Há ainda os especialistas que, muitas vezes, são porta-vozes do sistema, como economistas, jornalistas, acadêmicos e representantes do pensamento único, que conhecem o sistema, mas por serem bem remunerados omitem determinadas questões em suas análises.

 

Por isso, antes de analisar o capitalismo propriamente dito, vamos ver alguns dados de documentos das Nações Unidas. São informações sobre a crise atual e quando analisadas por instituições como G20, FMI, OMC e BIRD, estas chegam à estranha conclusão de que a crise do capitalismo se resolve com mais capitalismo.

 

Texto completo em formato pdf.

Última atualização em Sáb, 10 de Julho de 2010 08:49
 
A “Terceira Conversão" de Richard Shaull PDF Imprimir E-mail
Sáb, 05 de Junho de 2010 17:54

por Raimundo César Barreto Jr.

Meu último encontro com Richard Shaull ocorreu poucos dias antes de sua morte. Fui à sua casa, juntamente com Mark Taylor—seu amigo e meu orientador na tese de doutorado no Seminário de Princeton—para nos despedirmos. Gentilmente atendendo a um convite meu, Shaull havia se tornado parte da minha comissão orientadora e também um dos mais importantes e mais agudos “provocadores” do meu pensamento durante a elaboração do projeto de tese. No curto período em que trabalhou comigo, Shaull já estava enfermo, mas continuava com a mente muito ativa. Permanecia escrevendo, encontrando e recebendo amigos em sua casa, pensando com muita clareza e procurando discernir o que, de novo, o Espírito de Deus está fazendo no mundo. Continuava apaixonado pela maneira como Deus estava agindo entre os mais simples, os pobres e excluídos. Mesmo na condição física debilitada em que se encontrava, continuava cheio de vida.

Penso no Shaull de quem me despedi há quase um ano atrás como um vulcão em plena atividade, apesar dos 82 anos de vida. Essa impressão se tornou ainda mais forte depois de ler alguns dos seus escritos publicados nos últimos anos de sua vida. Cheguei à conclusão que qualquer lembrança dele como pensador e profeta cristão que não leve em conta essa atividade de sua mente, no último estágio de vida, não faria jus ao todo de sua existência. É importante lembrar que Shaull foi alguém em constante construção, que nunca se permitiu atingir um ápice. Nunca permitiu que seu pensamento fosse cristalizado numa forma final. Por isso, para compreendermos a sua caminhada, é importante percebermos que até o fim  ele continuava aberto para o irromper do Espírito de Deus, que vem ao nosso encontro a partir do futuro; aberto, portanto, a experimentar novas “conversões”. 

Neste artigo, gostaria de afirmar a relevância das últimas transformações experimentadas por Shaull, transformações que não alteraram o âmago da teologia que afirmou ao longo de sua vida. Suas últimas experiências e convicções, se bem entendidas, reafirmam as bases fundamentais da sua fé, de forma ainda mais radical e numa nova linguagem. Nos seus escritos mais recentes, Shaull passou a usar com mais freqüência termos como “conversão”,  “transformação espiritual” e “aprofundamento da fé” para descrever algumas de suas experiências. Num artigo escrito para o periódico The Other Side, em 1997, ele se refere ao  encontro com o pentecostalismo brasileiro no Rio de Janeiro como uma “terceira conversão”. Ele usou essa terminologia para falar não apenas de sua própria trajetória, como também para se referir às atuais transformações na caminhada da igreja, apontando sempre para possíveis alternativas de futuro que possam inspirar as novas gerações. A fim de compreendermos o que Shaull chama de terceira conversão e o que esta pode nos oferecer em termos de contribuição, irei, de forma breve, resgatar as experiências que configuram as primeiras duas conversões às quais se refere. Sendo que Shaull não se preocupou em definir o termo “conversão” nos seus escritos, vamos usá-lo aqui simplesmente para indicar algumas transformações na sua trajetória espiritual que resultaram de encontros significativos com pessoas e realidades.



Acesse aqui texto completo em pdf.

Última atualização em Sex, 28 de Janeiro de 2011 19:07
 
A Conferência do Nordeste e o Movimento Igreja e Sociedade PDF Imprimir E-mail
Sáb, 05 de Junho de 2010 17:47

por Raimundo César Barreto Jr.

Uma das características que marcam o povo brasileiro é a falta de memória. Algo cultivado não por acidente, mas por uma cultura política que se mantém exatamente graças à curta memória do povo. A falta de memória histórica, coletiva, também marca o protestantismo brasileiro. Por isso são tão poucos os que sequer sabem que houve uma conferência importante para a história do protestantismo brasileiro que foi realizada em Recife, em 1962, por iniciativa do Setor de Responsabilidade Social da Igreja, da Confederação Evangélica do Brasil. Esta Conferência histórica reuniu alguns dos principais intelectuais brasileiros da época, inclusive Celso Furtado, Paul Singer e Gilberto Freyre, para, juntamente com vários pastores e teólogos protestantes, discutir o processo revolucionário no qual o Brasil se encontrava e a participação cristã no mesmo. O título desta consulta, então, foi Cristo e o Processo Revolucionário no Brasil. Nunca antes ou depois desta conferência se viu o protestantismo brasileiro tão engajado na discussão da realidade social brasileira e tão consciente da necessidade de participação na construção de tal realidade.


Se poucos sabem disso, muito menos ainda sabem que esta conferência, na verdade, foi a quarta de uma série de consultas que o Setor de Responsabilidade Social da Igreja começou a realizar a partir de 1955. Quando a Conferência do Nordeste, ápice deste movimento, completa 45 anos, torna-se importante para o protestantismo brasileiro o resgate desta memória empurrada para debaixo do tapete da história por aqueles que a acham perigosa e subversiva.

 

Acesse aqui texto completo em pdf.

 

Última atualização em Sex, 28 de Janeiro de 2011 19:08