Como a direita manipula o povo evangélico Imprimir
Sáb, 08 de Setembro de 2018 13:16

As propagandas de whatsapp e os sermões no púlpito continuam indo na linha de um debate equivocado sobre questões de ordem moral e criação de um medo de que existem ameaças contra igrejas que não correspondem com a realidade.


 

 

Sobre questões de ordem moral, como aborto, LGBT, dentre outras o EPJ escreveu o texto Os Cristãos e a Esquerda .

 

Em relação as tais “Leis contra a igreja! que tramitam no congresso nacional”, não encontramos uma ameaça sequer que corresponde com a realidade.

 

Respeitamos o direito baseado na liberdade religiosa de denominações evangélicas entenderem que precisam se fazer representadas nos parlamentos, mas por que os argumentos que justificam o famoso “irmão vota em irmão” devem ser baseados em mentiras?

 

Por que tantas mensagens pregam exemplos de questões morais, generalizam para o campo da esquerda e nada se fala da direita como se fossem todos verdadeiros eunucos?

 

Porque as igrejas não denunciam que, de todos os parlamentares evangélicos, somente a Deputada Federal Benedita da Silva, do PT/RJ, votou contra a reforma trabalhista que destruiu direitos e empregos dos trabalhadores? Por que as igrejas calam e se omitem diante de situações de abuso, diante das ameaças à vida causadas pela miséria, pelo retorno da fome? É isso que é defender a família? Por que jamais se admite que há anos parlamentares evangélicos demonstram por ações e omissões que não honram valores elementares do discipulado de Jesus? Por que tão poucos dos parlamentares evangélicos hoje se comprometem com qualquer bandeira de real justiça para pessoas empobrecidas, vulneráveis, discriminadas? É para isso que o irmão deve votar no irmão?

 

Entendemos que evangélicos e protestantes devem votar nos partidos e candidatos que defendem um programa de governo voltado para os interesses do povo, como forma de expressar o compromisso com aquele que tem fome e sede. Como Jesus Cristo nos ensina em Mateus 25:35-45, dois grupos ficam surpresos, um porque fez e o outro porque não fez, mas a melhor resposta é: “Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” São esses que precisam ser eleitos, quer se digam cristãos ou não. Pelos frutos os conhecereis! (Mateus 7:16)

 

Queremos denunciar firmemente o uso de mentiras, exageros propositais com o fim de manipular, amedrontar e silenciar as pessoas nas igrejas evangélicas. Esse testemunho é o de quem de fato está mais interessado em servir a seus próprios interesses, por vezes, inconfessáveis. Discordância teológica não pode ser justificativa para fazer ilações e acusações levianas contra propostas que precisam ser conhecidas e discutidas, e não falsificadas, distorcidas em sua compreensão verdadeira, para justificar posições conservadoras travestidas de “posição da Bíblia".

 

O desafio é contribuir nesse momento para aumentar a compreensão política dos evangélicos e teremos como consequência uma representação que defenda de fato os interesses do povo.

 

Felizes os que têm fome e sede de justiça!

 

EPJ – Evangélicos pela Justiça

Última atualização em Sáb, 08 de Setembro de 2018 14:03